Maldade disfarçada

Do nada, ou então não tão do nada assim tens a consciência que as pessoas que tens à tua volta são aquelas que "abusam" de ti. Porque és forte, porque chegas-te à frente, porque resolves e tratas de tudo.

São aqueles que supostamente te deviam proteger que mais mal te fazem, que mais te sobrecarregam, ao longo da vida sempre foi assim, agora será ainda pior por ser adulta. Quando em criança não tiveste as tuas necessidades suficientemente atendidas em adulta veem como tua obrigação de fazeres e tratares.

Quanto criança absorves as dores dos outros, a raiva, a tristeza e tens as tuas próprias dores.

Fazer o melhor ou melhor tentas sempre fazer o melhor mas nunca é suficiente e nem se dá valor nem se reconhece, às vezes a dor é imensa, tão forte que não consegues deitar cá para fora.

O meu corpo é pequeno para a dor do passado e do presente, o meu corpo é pequeno para tamanha raiva do passado e do presente, o meu corpo é pequeno para a esperança do passado, da pequena esperança do presente e talvez para nenhuma esperança no futuro pela falta de tempo.

É missão de vida e viver com culpa o resto da vida não é opção então "aceita que dói menos.

Agora que tiraste os óculos cor de rosa e vês cada um como é chocante e doloroso mas no teu íntimo sabes também que Deus não será benevolente com eles.

Assim seja, e seja feita a sua justiça. 




 

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