Junho
Como assim chegamos a meio do ano tão depressa.
Numa pequena e rápida reflexão sobre seis meses, não posso cantar vitória mas estou viva (por isso estou a escrever ah ah ah), não morreu ninguém próximo mas os mais velhos estão a ficar mais frágeis e as cabeças e corpo já não são os mesmos, ou melhor são mas não se comportam como tal. E por essa razão nunca pensei tanto na minha velhice como nestes meses.
Nada acontece é sempre tudo mais do mesmo mas ao mesmo tempo nem sei o que queria que aparecesse, talvez aquela casinha no meio do mato.
Recebo o diagnóstico que não sei celebrar, estou sempre à espera e alerta da próxima coisa que há-de vir, porque sei que virá, que não sei parar e ficar feliz porque consegui resolver/ultrapassar o que surgiu.
Muito mau tempo traz ainda mais apatia por isso Junho que sejas generoso com sol.
Valeu a saúde dos mais novos, a renovação do guarda-roupa de inverno e de verão (uma futilidade para muitos e uma bênção para mim por gostar tanto).
Valeu uns kilos a mais, largura de costas que até parece que sou nadadora olímpica e um tamanhão de braços.
Junho é sem dúvida um dos meus meses preferidos, o sol, os petiscos, a música e os arraiais, a feira do livro, mas vai passar tão rápido que já muita gente diz - "que depois das férias vem logo o Natal".
Não posso dizer que foram os melhores meses porque haverá sempre pior mas não foram os melhores.
Andaremos atordoados até Setembro e depois logo se vê.



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