Assumidamente uma antissocial

 


Não me lembro de quando me tornei assim tão antissocial.

Apaixonei-me pela pandemia, fiquei com nostalgia das ruas vazias, acabaram os beijinhos, agora só abraços sentidos.

Gosto de falar e abraçar a minha amiga do pão, gosto de ser simpática e falar com quem me atende na mercearia, no supermercado e quando vou buscar frango assado, e tudo isto é-me suficiente para um contato pessoal, depois regresso ao meu mundo e não, não substituo por redes sociais.

Às vezes quando o contato tem que ser mais do que o desejado por mim, o meu corpo, especialmente a minha mente, ressente-se.

Poderia viver no meio do mato, como o desejo tantas vezes, só teria de estar suficientemente perto para ir comprar pão.

Não acredito que não precisamos de ninguém mas qb, assim como as minhas amigas (muito poucas) sabem que estou cá para elas, como costumo pensar, posso ser a primeira amiga a chegar mas também poderei ser a primeira a ir, assim que estiver tudo como deve estar.

Resguardo a minha pessoa de conversas que não dizem nada, de pessoas que não acrescentam.

Talvez digam de mim que tenho a mania que sou importante, superior mas são aqueles que gosto/amo que levam o meu melhor ser. Gosto de brincar, gozar, dizer mal e ganha-me aquele que tenha sentido de humor e um bom coração são esses que me levam na certa.

Não ganho nem perco, eu sou assim. Tenho uma amiga que em tom de brincadeira chama-me ermita, gostava de ser mas ainda não cheguei lá mas hibernar no inverno é um sonho para mim, assim como uma casa no meio do mato, ah ah ah.

Eu sou assim, assumidamente uma antissocial.   


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