Apercebo-me que as pessoas à volta não me entendem. Parei de argumentar em minha defesa ou em defesa dos meus pontos de vista, deixo tudo como está e como as pessoas acham ou pensam que é. Deixo permanecer as suas opiniões, o que deveria ser. 

Encontrei a minha paz nesse poder tão grande que é o silêncio e no poder do meu pensamento, do que acho que sou e no que acho que devo fazer. Digo "acho" porque apercebi-me também que nem sempre quero o mesmo, que nem sempre sou como acho que deveria ser e nem sempre faço o que deveria fazer, guio-me apenas pelas circunstâncias do momento e muitas vezes pelo exterior pessoal.

Vejo e oiço as pessoas com as maiores das suas certezas a acharem que sabem tudo, que conhecem o outro e depois nada estava certo. Mas isto não é sobre os outros é sobre mim.

FINALMENTE percebo porque nunca me encaixei na minha família, apesar de ninguém estar nas posições que deveria estar e de eu ter gostado de ter outra história de vida, a razão foi que inconscientemente eu sempre quis uma vida diferente da deles, uma vida com mais leveza!

O meu inconsciente é irrequieto, seria mais fácil se o consciente e o inconsciente estivessem de acordo, mas o primeiro quer se resignar, e o segundo luta por tudo aquilo que ainda quer.

Aceitar e não resignar-me, creio que tudo passa por aí mas nunca é um processo rápido, para tudo é preciso tempo!

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